sábado, 14 de janeiro de 2012

Pérgamo, a Igreja se misturando com o mundo!


Em continuação ao estudo sobre às cartas direcionadas às sete Igrejas da Ásia, falamos nesse programa sobra Igreja de Pérgamo, uma Igreja que viveu sobre a influência do império romano.
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A carta à igreja em Pérgamo: (Ap 2.12-17). 

Pérgamo O único livro do Novo Testamento que cita a cidade ou a igreja em Pérgamo é o Apocalipse. Com a ajuda dos romanos, Pérgamo ganhou independência dos selêucidas em 190  a.C., e passou a fazer parte do império romano a partir de 133 a.C. Teve a maior biblioteca fora de Alexandria, Egito. Foi o povo de Pérgamo que começou a usar peles de animais para fazer o pergaminho, substituindo o papiro.

A igreja de Pérgamo caracteriza a igreja da época de Constantino (313-600 D. C). Nessa época o cristianismo se tornou religião  oficial do Estado romano. Dessa maneira, a igreja começou a se misturar como mundo. Em grande parte o cristianismo se submeteu à proteção do imperador e com isso, à proteção do mundo, pois não deve passar despercebido que o diabo ainda continua sendo o príncipe deste mundo (João12:31) “Chegou o momento de ser julgado este mundo, e agora o seu príncipe será expulso”). Por isso o Senhor Jesus também diz aos crentes desta época, como outrora à igreja de Pérgamo, que eles habitam onde está o trono de Satanás: "Conheço o lugar em que habitas, onde está o trono de Satanás" (2:13a).

A igreja em Pérgamo se encontrou numa situação difícil. Por todos os lados, os vizinhos praticavam idolatria e davam honra aos governantes romanos. Os cristãos não abandonaram a verdade do Senhor, o único verdadeiro Soberano, mas cedeu diante de tanta influência, poluindo-se com doutrinas falsas que incentivavam os irmãos a praticaram idolatria e imoralidade. Jesus chama a igreja ao arrependimento para evitar o castigo divino. Aquele que tem a espada afiada de dois gumes (12): A espada representa autoridade e o poder para julgar e castigar. Jesus, não qualquer poder humano, é quem segura esta espada (Apocalipse 1:16). Conheço o lugar em que habitas, onde está o trono de Satanás  (13): Os cristãos em Pérgamo eram vizinhos do diabo! Jesus, sempre vigiando para ajudar o seu povo, sabia muito bem da circunstância difícil naquela cidade. Desde 29 a.C., foi o local de um templo dedicado a Roma e Augusto. Mais tarde, foram erigidos outros templos para a honra dos imperadores Trajano e Severo. Além desses templos para o culto imperial, o povo de Pérgamo adorava outros deuses‖, tais como Zeus, Atena, Dionísio e Asclépio. Encontramos em Pérgamo uma mistura dos poderes do mal, religiões falsas e o poder oficial do governo romano. Enquanto seus vizinhos sacrificavam aos demônios, os discípulos de Cristo reconheciam o único Deus como Senhor. 1 Coríntios 10:19-20  “Que digo, pois? Que o sacrificado ao ídolo é alguma coisa? Ou que o próprio ídolo tem algum valor? Antes, digo que as coisas que eles sacrificam, é a demônios que as sacrificam e não a Deus; e eu não quero que vos torneis associados aos demônios.”

 E que conservas o meu nome e não negaste a minha fé, ainda nos dias de Antipas (13): Jesus elogia a perseverança dos cristãos de Pérgamo, que permaneceram fiéis a Jesus, mesmo sob perseguição intensa. A minha fé (a fé de Jesus) é a palavra de Deus revelada aos homens Antipas é mencionado somente aqui. Evidentemente foi um mártir, provavelmente da própria congregação em Pérgamo. Foi morto entre eles, na cidade onde Satanás habitava. Antipas se mostrou fiel até a morte. A nossa palavra testemunha vem da palavra grega - martus. É a mesma palavra usada para descrever Jesus em Ap. 1:5. Com tempo, passou a ser usada para identificar pessoas que morreram por seu testemunho de fé, e assim usamos a palavra mártir.

Tenho, todavia, contra ti algumas coisas (14): Apesar da perseverança dos cristãos em Pérgamo, haviam problemas graves ameaçando o bem-estar da congregação. Eles se mostraram tolerantes em relação a falsas doutrinas, especificamente dois erros citados nesta carta.

A doutrina de Balaão  (14): A descrição da doutrina de Balaão refere-se a uma história do Velho Testamento (Números 22-25; 31:16). No final dos anos de peregrinação no deserto, os israelitas acamparam-senas campinas de Moabe, e os moabitas e midianitas ficaram amedrontados. Balaque (rei de Moabe) chamou Balaão para amaldiçoar o povo, mas Deus frustrou todas as suas tentativas de falar contra os israelitas. Balaão desistiu de suas maldições, mas procurou outra maneira de vencer o povo de Israel. Deu o conselho de convidá-los a participarem de uma festa. Muitos israelitas se envolveram nesta festa, que incluía idolatria e imoralidade. Como resultado, Deus mandou uma praga que matou 24.000 israelitas. Portanto a doutrina de Balaão foi a doutrina que ele ensinava, misturar a fé no verdadeiro Deus com o culto a ídolos e às práticas pecaminosas que o acompanhavam.

Na igreja em Pérgamo, algumas pessoas agiam como Balaão: incentivavam o povo a tolerar outras religiões, até participando da idolatria e da prostituição, com o objetivo de serem aceitos, evitando as perseguições. A sua doutrina foi basicamente igual às idéias atuais de pluralismo (aceitação das diferentes religiões como igualmente boas) e sincretismo (juntar-se elementos de duas ou mais religiões). Gálatas 1:9 “Assim, como já dissemos, e agora repito, se alguém vos prega evangelho que vá além daquele que recebestes, seja anátema.” Tiago 4:4 “Infiéis, não compreendeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.”

A doutrina dos nicolaítas (15): Jesus odiava as obras dos nicolaítas e elogia os efésios por rejeitarem esses ensinamentos (2:6). Infelizmente, a igreja em Pérgamo tolerava esses falsos mestres. Nicolaíta, como já dissemos anteriormente, em grego, é composto de duas palavras: Nikao‖ que significa - Conquistar‖ e Laos‖ que significa - Povo Comum. Então Nicolaítas vem a ser: Aquele que conquista ou domina o povo comum ou leigo. A conduta de elevar-se sobre e acima dos crentes comuns como uma classe mediadora é o que o Senhor detesta; é algo a ser repugnado. Deus condena a tolerância de falsas doutrinas. Às vezes, os homens valorizam tanto a unidade entre pessoas (dentro de uma congregação ou até entre congregações diferentes) que desvalorizam a doutrina pura de Jesus. Toleram falsos ensinamentos e até práticas proibidas, como a imoralidade e a idolatria, justificando-se na importância de manter uma igreja unida. A unidade entre discípulos é importante, mas a pureza da palavra é mais importante do que a paz entre homens. Uma igreja que serve a Jesus necessariamente rejeitará falsos mestres e suas doutrinas erradas.

Portanto, arrepende-te; e, se não, ... contra eles pelejarei  (16): O arrependimento exigido é da igreja, pois ela tolerava esses falsos mestres. Os professores das doutrinas de Balaão e dos nicolaítas precisariam se arrepender também, ou serem rejeitados (Romanos 16:17-18). Uma igreja que tolera falsos professores se torna cúmplice do pecado. Se ela não se arrepender, o próprio Senhor Jesus usará a espada de dois gumes (2:12; 1:16) para impor seu castigo. Quem tem ouvidos, ouça (17): Como em todas as sete cartas, Jesus chama os ouvintes a darem a atenção devida a sua palavra.

Ao vencedor (17): Todas as cartas, também, incluem a promessa sobre a vitória. Aqueles que persistem até o final receberão a recompensa. Nesta carta, a bênção para o vencedor é descrita em duas partes:

1 - O maná escondido: Aqueles que recusaram qualquer participação na mesa dos demônios seriam sustentados pelo maná de Deus. Jesus é o maná dado pelo Pai (João 6:31-35). Ele sustenta os fiéis e lhes dá vida. A mensagem de Jesus continua oculta para os sábios deste mundo (1 Coríntios 2:6-8).

2 - Uma pedrinha branca com um nome novo escrito: Um nome novo, freqüentemente, sugeria uma nova direção na vida, especialmente de uma pessoa abençoada por Deus (exemplos: Abrão > Abraão; Sarai > Sara; Jacó > Israel). Gênesis 17:5, 15-16; 32:28. Em Isaías 62:2-4, Desamparada e Desolada recebem nomes novos: Minha Delícia e Desposada, mostrando a bênção de estar com Deus.

A pedrinha branca pode incluir vários significados, conforme os costumes da época. Pedras brancas foram usadas para indicar a inocência de pessoas acusadas de crimes; Jesus inocenta os seus seguidores fiéis.

Pedras brancas foram dadas a escravos libertados para mostrar sua cidadania; os fiéis não são mais escravos do pecado.

Pedras brancas foram usadas pelos romanos como um tipo de ingresso para alguns eventos; Jesus permite os fiéis entrarem na sua presença, para o seu banquete (Apocalipse 19:6-9).

Pedras brancas também foram dadas aos vencedores de corridas e aos vitoriosos em batalha. Os fiéis são vencedores que receberão o prêmio.

Conclusão: Devemos imitar a perseverança dos discípulos em Pérgamo, mantendo firme a nossa fé, mesmo se encararmos ameaças e perseguições. Ao mesmo tempo, não devemos  negligenciar outras responsabilidades diante de Deus. Servimos um Deus puro, e devemos manter e defender a doutrina pura que ele revelou. Qualquer doutrina que incentiva a idolatria ou a imoralidade vem do diabo. Procuremos o maná que vem de Deus para nos sustentar para sempre.







Pr Ismael e Pra Tânia

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