A PARÁBOLA DO BOM SAMRITANO
Texto Básico (Lc 10.30-35)
30 - E, respondendo Jesus, disse: Descia um homem de Jerusalém para Jericó, e caiu nas mãos dos salteadores, os quais o despojaram, e espancando-o, se retiraram, deixando-o meio morto.
31 - E, ocasionalmente descia pelo mesmo caminho certo sacerdote; e, vendo-o, passou de largo.
32 - E de igual modo também um levita, chegando àquele lugar, e, vendo-o, passou de largo.
33 - Mas um samaritano, que ia de viagem, chegou ao pé dele e, vendo-o, moveu-se de íntima compaixão;
34 - E, aproximando-se, atou-lhe as feridas, deitando-lhes azeite e vinho; e, pondo-o sobre a sua cavalgadura, levou-o para uma estalagem, e cuidou dele;
35 - E, partindo no outro dia, tirou dois dinheiros, e deu-os ao hospedeiro, e disse-lhe: Cuida dele; e tudo o que de mais gastares eu to pagarei quando voltar.
A parábola do Bom Samaritano narrada por Jesus em (Lc 10. 30-35) em resposta à uma pergunta feito por um certo doutor da lei (Lc 10.25), a respeito da vida eterna, nos revela a situação de toda raça humana representada por aquele indivíduo que caiu nas mãos dos salteadores ao sair de Jerusalém (que simboliza a presença de Deus, lugar de paz) e desceu para Jericó, símbolo de maldição segundo o que está escrito em (Js 6.26) “E naquele tempo Josué os esconjurou, dizendo: Maldito diante do SENHOR seja o homem que se levantar e reedificar esta cidade de Jericó; sobre seu primogênito a fundará, e sobre o seu filho mais novo lhe porá as portas.”
A Bíblia nos afirma em (Rm 5.12) “Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram.” E em (Rm 3.23) “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus;” e ainda em (Rm 6.23) “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor.”
Descer de Jerusalém para Jericó fala de declínio e decadência espiritual, é sair debaixo da proteção de Deus e ficar a mercê do inimigo e às hostes espirituais da maldade que aqui estão personificados pelos salteadores. Veja o que Paulo diz aos Efésios (Ef 6.10-13) “No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo. Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes.”
Esse homem representa toda raça humana que saindo da presença de Deus por causa da sua desobediência, caiu nas mãos do inimigo, que segundo o próprio Senhor Jesus em (Jo 10.10) “Não veio senão para matar, roubar e destruir.”
O Sacerdote e o levita que passam de lago, sem aparentemente se importar com o moribundo caído à beira do caminho conforme (Lc 10. 31,32) representam o sistema religioso, falido, legalista, desprovido de qualquer sentimento de amor e de compaixão e que nada pode fazer para restaurar o homem que se encontra caído, ferido e distanciado da presença do seu criador.
O bom Samaritano aqui mencionado é, sem dúvida alguma, o próprio Senhor Jesus que segundo (Lc 19.10), “Veio buscar e salvar o que se havia perdido”. E em cumprimento ao que disse o profeta Isaias em (Is 53. 4-6) “Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho; mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos.”
Ele cuida das suas feridas deitando vinho e azeite (símbolo do seu sangue que seria derramado por nós na cruz do calvário e o Espírito Santo que seria dado à Igreja após sua ressurreição), coloca o homem sobre a sua cavalgadura e o leva até uma estalagem. (Lc 10.34) “E, aproximando-se, atou-lhe as feridas, deitando-lhes azeite e vinho; e, pondo-o sobre a sua cavalgadura, levou-o para uma estalagem, e cuidou dele;”.
Essa estalagem representa a Igreja universal do Senhor Jesus Cristo que tem tratado os feridos de alma e todos os oprimidos pelos demônios, que foi edificada sobre a rocha que é o próprio Senhor Jesus e sobre a qual, as portas do inferno não prevalecerão contra ela segundo o Senhor Jesus disse em (Mt 16.18b).
O hospedeiro aqui representa o Espírito Santo que nessa dispensação está cuidando da igreja, os dois dinheiros que era o valor pago por dois dias de trabalhos representam as condições dadas ao Hospedeiro para cuidar daquele homem por um espaço de tempo de dois dias.
Esses dois dias representam o espaço de dois mil anos que estamos vivendo desde o sacrifício expiatório de Cristo até a sua volta para arrebatar a sua igreja, pois a bíblia diz em (2Pe 3.8) “Mas, amados, não ignoreis uma coisa, que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia.” Ele deu ao Hospedeiro que representa o Espírito Santo o suficiente para cuidar do homem ferido (representando aqui a sua igreja) por um período de dois dias que seria aproximadamente o tempo do seu retorno e que se faltasse alguma coisa, ele lhe pagaria quando voltasse, isso significa que o tempo da sua volta poderia exceder esses dois dias, ou seja um pouco mais de dois mil anos. (Lc 10.35) “E, partindo no outro dia, tirou dois dinheiros, e deu-os ao hospedeiro, e disse-lhe: Cuida dele; e tudo o que de mais gastares eu to pagarei quando voltar.”
Esse homem ferido nos mostra a condição em que Cristo nos encontrou à beira do caminho e como com carinho cuidou das nossas feridas, nos trouxe para sua casa e nos deixou aos cuidados do Espírito Santo, até que Ele volte para nos levarmos para junto de si no arrebatamento. Veja o que Ele mesmo diz em (Jo 14. 1-3) “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar. E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também.”
Fico imaginando que quando aquele homem ferido recobrou sua consciência e totalmente restaurado das feridas causadas pelos salteadores, agora feliz e seguro aos cuidados do hospedeiro que é o Espírito Santo, perguntava a respeito do homem que lhe havia socorrido. Sua gratidão, seu desejo de vê-lo e agradecê-lo pessoalmente, e o Hospedeiro lhe dizendo que Ele voltaria para buscá-lo e ainda afirmando àquele homem, pode ficar tranqüilo, eu o conheço, conheço o Pai Dele, Ele não mente, não falha, se Ele prometeu voltar, fique em paz que Ele voltará.
Assim como aquele homem muitos de nós chegamos à estalagem, a igreja, arrebentados, feridos, machucados, mas fomos restaurados pelo poder do sangue de Jesus que foi vertido na cruz do calvário e aos cuidados do Espírito Santo estamos aguardando a volta gloriosa do nosso bom Samaritano.
Essa é a nossa bendita e gloriosa esperança, sabemos que Ele voltará em breve e nos levará para que estejamos juntinhos Dele para sempre.
(1Jo.3.3) “E qualquer que nele tem esta esperança purifica-se a si mesmo, como também ele é puro.”
Amém!






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